Moreno, estou confusa pois não sei até que ponto devo (se é que deveria) me envolver com você. Passamos um ano na paquera, eu sempre te enrolando... Mas não era por mal. O problema é que eu sabia que ia acabar te querendo só pra mim. E, francamente, não sei se isso será possível.
Já estamos saindo juntos á um mês. Talvez esteja realmente cedo pra firmarmos algo, mas se você me desse ao menos um sinal de fogo sobre seus planos pra nós, eu ficaria bem mais tranquila. De certa forma, saber do que vcê comigo, ainda que não seja a resposta que eu gostaria de ouvir, me alivia.
Ontem de madrugada, quando eu estava no MSN com você e te disse que um homem havia me ligado... Bem, na realidade era minha amiga do trabalho que estava perdida no Centro do Rio e pediu pra vir dormir aqui.
Não queria mentir pra ti, mas aquela foi única forma que encontrei - ainda que erradamente - de te fazer notar que eu tô aqui. Percebi que você não gostou e me parece até que ficou enciumado. Mas porquê? Seria medo de perder alguém que você se apegou ou perder uma transa fácil?
Hoje você continuou estrano comigo e não me falou aquilo que ficou pendente na "discussão" de ontem - quando você me fez uma pergunta e não quis concluir a conversa, disse que estava complicando as coisas entre nós.
Pra te ser o mais franca possível, fiquei horas acordada, sem conseguir pregar os olhos. Imaginando o que você teria a me dizer... Hoje você me disse que prefere falar isso comigo "um dia". Mas que dia, amor?
Se soubesse o quanto esta falta de comunicação entre nós tem me deixado confusa, certamente já teríamos nos acertado ou nos afastado.
Às vezes não sei se lhe peço um tempo pra me afastar e colocar as ideias no lugar, ou se continuo deixando as coisas acontecerem, sem saber o que você quer comigo de verdade.
Um dia eu aprendo...
Um dia eu aprendo a deixar meu coração mais esperto do que minha cabeça.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Querido Italiano, lhe escrevo esta carta apenas par lhe dizer que: você foi o maior atraso da minha vida.
Te conheci num site de relacionamentos e por mais de um ano esperei por sua boa vontade (e disponibilidade) para vir ao Brasil. Por muitas vezes, durante aquele meio tempo, pensei em desistir de você e me enrabichar com um brasileiro... Mas, como até então você era sempre tão fofo, acabei "esperando" por você. Estas minhas aspas são apenas para lhe dizer nas entrelinhas que não fiquei cem porcento a sua espera. Afinal, que tipo de louca carente sou pra ficar um ano e meio na seca, a espera de um homem que eu nunca tinha visto?
É, sou maluca mas nem tanto...
Se bem que eu devo confessar que eu, como a penúltima das românticas, fantasiei muitas coisas a respeito do nosso primeiro encontro. No entando, querido Italiano, deve confessar que nosso encontro me rendeu mais decepções do que surpresas.
A começar por aquela calça camuflada que você surgiu no aeroporto. Italiano, meu bem, que foi aquilo? Altamente demodê! Parecia mais um saco de batatas recém chegado do Iraque.
Depois disso, querido, foram os presentes que você me trouxe. Meses antes, tinha me perguntado se eu queria algum presente e eu respondi que sim. Me mandou o link de um site de vendas pra eu escolher o tal óculos de sol e uma bolsa. Escolhi!
Raciocinar era tão complicado assim, criatura? Ou será que meter a mão no bolso dói?
Meu filho, eu escolhi uma bolsa de couro (só uso bolsas assim) e um óculos de grife, que no seu país não custava absurdamente cara como aqui. Afinal, se era pra comprar algo fora do Brasil, que comprasse de alguma marca que eu não teria grana pra comprar aqui, certo?
E no mesmo dia da calça camuflada, você me surge com um óculos de armação branca (Cafonérrimo!) e uma bolsa de plástico e, ainda por cima, dourada! Faça-me o favor, né?!
Aquela cara de surpresa que você viu, na verdade, era de desapontamento por tamanho mau gosto. Forcei sorriso e agradeci, apenas por educação!
Depois do nosso término, você teve a audácia de me dizer no MSN que achava que eu estava nervosa durante todos os dias em que ficamos juntos, por ter havido uma confusão de sentimentos em mim. E por estar empolgada por sua vinda ao Brasil. Rá! E mais uma vez fui gentil e disse que talvez pudesse ter sido aqui. Na verdade, meu caro, todo aquele nervosismo por tédio!
Não existe algo pior, pra mim, do que rotina, mesmice... Resulta em tédio. Aliás, você é uma das pessoas mais tediosas que conheci. Todos aqueles 9 dias trancafiadas contigo naquele apartamento minúsculo me deixou ranzinsa, nervosa, irritada e, o pior, mal comida!
Justo você, que se achava tão bom de cama? Sinto em lhe informar, mas você não é nada inesquecível. Já tive melhores... Por falar nisso, na noite em que terminamos, eu fiquei tão arrasada que fui atrás de um ex. Sabe como é, né?! Eu precisava de um sexo bem feito. Tive orgasmos como, nos 9 dias anteriores, não experimentei.
Agora veja só, a ironia do destino: tu fica me mandando mensagens no MSn se dizendo com saudades. Honestamente, italiano, não sinto nem um pouco.
É, um dia eu te mando essa carta.
Te conheci num site de relacionamentos e por mais de um ano esperei por sua boa vontade (e disponibilidade) para vir ao Brasil. Por muitas vezes, durante aquele meio tempo, pensei em desistir de você e me enrabichar com um brasileiro... Mas, como até então você era sempre tão fofo, acabei "esperando" por você. Estas minhas aspas são apenas para lhe dizer nas entrelinhas que não fiquei cem porcento a sua espera. Afinal, que tipo de louca carente sou pra ficar um ano e meio na seca, a espera de um homem que eu nunca tinha visto?
É, sou maluca mas nem tanto...
Se bem que eu devo confessar que eu, como a penúltima das românticas, fantasiei muitas coisas a respeito do nosso primeiro encontro. No entando, querido Italiano, deve confessar que nosso encontro me rendeu mais decepções do que surpresas.
A começar por aquela calça camuflada que você surgiu no aeroporto. Italiano, meu bem, que foi aquilo? Altamente demodê! Parecia mais um saco de batatas recém chegado do Iraque.
Depois disso, querido, foram os presentes que você me trouxe. Meses antes, tinha me perguntado se eu queria algum presente e eu respondi que sim. Me mandou o link de um site de vendas pra eu escolher o tal óculos de sol e uma bolsa. Escolhi!
Raciocinar era tão complicado assim, criatura? Ou será que meter a mão no bolso dói?
Meu filho, eu escolhi uma bolsa de couro (só uso bolsas assim) e um óculos de grife, que no seu país não custava absurdamente cara como aqui. Afinal, se era pra comprar algo fora do Brasil, que comprasse de alguma marca que eu não teria grana pra comprar aqui, certo?
E no mesmo dia da calça camuflada, você me surge com um óculos de armação branca (Cafonérrimo!) e uma bolsa de plástico e, ainda por cima, dourada! Faça-me o favor, né?!
Aquela cara de surpresa que você viu, na verdade, era de desapontamento por tamanho mau gosto. Forcei sorriso e agradeci, apenas por educação!
Depois do nosso término, você teve a audácia de me dizer no MSN que achava que eu estava nervosa durante todos os dias em que ficamos juntos, por ter havido uma confusão de sentimentos em mim. E por estar empolgada por sua vinda ao Brasil. Rá! E mais uma vez fui gentil e disse que talvez pudesse ter sido aqui. Na verdade, meu caro, todo aquele nervosismo por tédio!
Não existe algo pior, pra mim, do que rotina, mesmice... Resulta em tédio. Aliás, você é uma das pessoas mais tediosas que conheci. Todos aqueles 9 dias trancafiadas contigo naquele apartamento minúsculo me deixou ranzinsa, nervosa, irritada e, o pior, mal comida!
Justo você, que se achava tão bom de cama? Sinto em lhe informar, mas você não é nada inesquecível. Já tive melhores... Por falar nisso, na noite em que terminamos, eu fiquei tão arrasada que fui atrás de um ex. Sabe como é, né?! Eu precisava de um sexo bem feito. Tive orgasmos como, nos 9 dias anteriores, não experimentei.
Agora veja só, a ironia do destino: tu fica me mandando mensagens no MSn se dizendo com saudades. Honestamente, italiano, não sinto nem um pouco.
É, um dia eu te mando essa carta.
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